Introdução
 Aspectos gerenciais
 Ambiente em geral
 Riscos
       Fogo e explosão
       Substâncias químicas reativas
       Riscos de toxicidade
 Equipamentos de proteção em laboratórios
       Procedimentos habituais de segurança
       Roupas de proteção
       Primeiros socorros em laboratórios

 Normas, manipulação e armazenamento de produtos
 Montagem de um laboratório
 Links



INTRODUÇÃO Volta ao menu


Talvez o passo mais importante para o controle de riscos em laboratórios seja a identificação. Entretanto, o sistema de identificação pode ser uma fonte de erros de interpretação. Não basta seguir as normais legais vigentes, mas garantir que se apliquem de forma estrita e que o significado dos símbolos seja corretamente depreendido pelos usuários. Em laboratórios de ensino e/ou pesquisa de Universidades alguns usuários não dominam, de forma adequada para responder em casos emergenciais, a linguagem simbólica e escrita de segurança. É fundamental que as normas de segurança definam procedimentos adequados para estes usuários.



ASPECTOS GERENCIAIS Volta ao menu

Segurança e saúde são responsabilidades do gerenciamento e devem estar estabelecidos na descrição formal da política do local. Não somente o gerente e todo o pessoal do laboratório devem conhecer os riscos envolvidos, mas, todos devem estar diretamente interessados e envolvidos na promoção de condições seguras. Procedimentos específicos devem ser estabelecidos de forma analítica. Quando não existir métodos descritos o trabalho deve ser supervisionado por um responsável que conheça ou possa avaliar os riscos envolvidos em uma operação rotineira ou emergencial. Em laboratórios de maior porte ou conjunto de laboratórios um consultor  geral ou higienista deve ser indicado para dar suporte de informações e supervisão geral e, pelo menos, analisar criticamente os procedimentos utilizados nos laboratórios como uma pessoa externa ao grupo. A experiência mostra que esta visão dissociada do grupo de trabalho é indispensável como elemento facilitador da análise de riscos simples que possam ser negligenciados.

O gerenciamento e a supervisão geral devem ser estruturados de forma de que o trabalho seja conduzido de uma maneira predeterminada e ordenada, que ações não autorizadas sejam checadas e que cuidados e atenção especiais sejam dadas a operações laboratoriais estruturadas seqüencialmente. Especialmente nos intervalos para alimentação ou pequenos lanches e ao final do dia uma rotina de checagem deve ser estabelecida. Em caso de dúvidas o gerenciamento deve ser definir supervisão contínua ou prontamente acessável das operações.

O objetivo global deve ser estruturar o gerenciamento de forma a minimizar as possibilidades de erro humano e estabelecer as características de estabilidade do sistema, especialmente as formas das funções de deterioração, tempos de recondicionamento, capacidade de resposta.


RISCOS

FOGO E EXPLOSÃO Volta ao menu

Talvez sejam os parâmetros mais conhecidos aqueles relacionados com o risco de fogo e explosão. Entretanto existe uma perigosa rotina de não se estruturar as ações de prevenção e combate segundo otimização para as condições locais. Para isto todas as atividades sejam consideradas, especialmente aquelas que ocorram ou sejam demandadas de maneira intermitente ou esporádica. Estas costumam alterar as condições previstas de forma invisível ou imprevista para o gerenciamento baseado nas rotinas.

Além disto deve-se fazer uma correta interpretação de parâmetros de controle de risco. Por exemplo, quando um líquido que possua um ponto de fulgor abaixo da temperatura ambiente é usado, em determinadas condições, libera uma quantidade de vapor suficiente para gerar uma mistura inflamável com o ar. Esta pode se acumular no local possibilitando uma explosão pela ignição da mistura vapor/ar por uma fonte de ignição distante, causando um retorno para a fonte original do vapor. Isto leva geralmente a um incêndio de abrangência imprevista.

Um gás inflamável ou vapor deve estar presente em uma concentração da ordem de 1% ou mais por volume para que a mistura com o ar seja inflamável, sendo relativamente simples checar este dado em locais fechados, como fornos, etc. Durante o trabalho rotineiro deve evitar que a concentração do vapor ou gás no ar exceda um quarto do limite mínimo inflamável. Assim, o limite mínimo não será alcançado durante operações normais. Vazamentos e derramamentos exigem especial atenção, pois, alteram de forma significativa as condições normais. Medidas especiais de procedimento devem ser estabelecidas, particularmente para líquidos com ponto de fulgor menor que 32 graus Celsius.

A quantidade de todos os materiais inflamável e de solventes deve ser: mantidas dentro de quantidades mínimas necessárias. Existe uma tendência natural de desrespeitar-se esta diretriz e se usar ou estocar grandes quantidades de solventes nos laboratórios. Quando substâncias inflamáveis não estão em uso o gerenciamento deve prever uma supervisão para que haja  estocagem em local adequado para conter ou minimizar conseqüências de acidentes.

Equipamentos de combate a incêndios e rotas de escape devem ser claramente definidos e providenciados. Todo o pessoal que trabalhe nos laboratórios deve ser treinado e familiarizado com o equipamento de forma que pequenos incêndios possam ser rapidamente localizados e impedidos de se alastrarem. Quando isto acontecer, entretanto, todos devem ser avisados para que escapem de forma segura.


SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS REATIVAS Volta ao menu

Cuidados especiais devem ser tomados no caso de substâncias altamente reativas ou instáveis que possam levar a explosões. Deve ser usado o mínimo necessário ou, quando possível, se executar diversas reações em pequena escala. Quando o risco de explosão é probabilisticamente significativas precauções devem ser tomadas para se minimizar as conseqüências. Alívios de pressão, escudos de proteção em torno de equipamentos ou sistemas de reação, etc. Quando o risco de explosão for elevado o controle remoto deve ser considerado. Substâncias explosivas podem ser produzidas por reações secundárias ou durante a estocagem de produtos ao longo do tempo. Estes riscos devem ser prevenidos e eliminados sempre que possível.

Reações exotérmicas devem ser cuidadosamente controladas e monitoradas especialmente em relação aos sistemas de resfriamento ou agitação. Execute sempre rotinas de checagem antes de iniciar a reação. Estas rotinas devem ser escritas. O trabalho rotineiro pode levar a se negligenciar alguns aspectos.



RISCOS DE TOXICIDADE
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As três principais vias de absorção do agente tóxico pelo organismo  são a ingestão, inalação e absorção percutânea. Quando existir danos à integridade da pele e mucosas as barreiras naturais de controle de absorção do organismo se tornam ineficazes e situações especiais de risco podem advir. Uma primeira consideração deve ser a possibilidade de se usar uma substância menos perigosa ou minimizar a condição de risco. Sempre que possível isto deve ser feito.

Os riscos de ingestão por contaminação das mãos e alimentos são praticamente eliminados com a devida atenção à higiene pessoal e no trabalho. Locais de lavagem de mãos e rosto devem ter a devida atenção na construção de laboratórios. Devem ser em número suficiente, de uso exclusivo para a higiene pessoal e adequado à mesma. Esta precaução é igualmente aplicável para outros riscos à saúde e a promoção da higiene pessoal nunca deve ser negligenciada. Especialmente a pipetagem com a boca deve ser eliminada dada a existência atualmente de equipamentos eficientes e de custo razoável para este fim.

O contato de substâncias corrosivas com a pele é previsto e no caso de substâncias que atravessem a pele um maior grau de risco deve ser associado. O uso de luvas é recomendado toda vez que haja o risco de contato com a pele, entretanto especial atenção deve ser dada a isto. É comum haver negligência na adequação do material da luva com a substância em questão e mais ainda quando houver misturas e/ou subprodutos reacionais. A checagem de condições de uso de luvas não é simples e é muito comum não se possuir luvas de reserva.
Sempre que possível o contato deve ser evitado com mudanças de rotinas de procedimentos ou uso de equipamentos auxiliares para manipulação das substâncias.

As medidas a serem tomadas no caso de contato acidental da pele com substâncias tóxicas devem ser conhecidas e checadas antes da realização das operações.  Algumas substâncias podem ser absorvidas de forma lenta e praticamente imperceptível pelas mucosas e pele, especialmente quando o contato é  repetido e prolongado. Além disto o uso de luvas tem um valor duvidoso, a menos que rigorosas medidas de prevenção sejam tomadas. Deve ser lembrado que as luvas devem ser limpas ou lavadas imediatamente após acidentes com respingos ou ao final do uso. Embora a monitorização ocupacional periódica do pessoal de laboratório seja na maioria dos casos complexa e de difícil realização, alguns indícios de exposição ou efeitos devem ser avaliados constantemente, exemplificadamente, pruridos, irritações, tonturas, etc.

O contato com olhos deve ser considerado de risco elevado dada a importância da visão para o ser humano. A proteção ocular deve ser usada rotineiramente a não ser quando se use substâncias cujo contato não deva causar danos ou seqüelas permanentes  e mesmos os danos temporários sejam de menor gravidade, mesmo sem pronto atendimento. É importante ser levado em consideração que é comum que pessoas diferentes daquelas que realizam as operações laboratoriais se acidentem com respingos ou projeções. Procedimentos de prevenção destes fatos devem ser rigorosamente definidas e seguidas.

A inalação de vapores, gases, poeiras e aerossóis são um risco insidioso e disperso nos ambientes laboratoriais. Este fato é comumente negligenciado até mesmo pela cultura organizacional existente muitas vezes de que os laboratórios são locais que naturalmente cheiram a produtos químicos. É preciso se evoluir para uma cultaura em que a percepção de cheiros seja indício de exposições que, portanto devem ser prevenidas ou minimizadas. Normalmente as pessoas são inclinadas a julgar o perigo pelos efeitos agudos, enquanto são os efeitos crônicos mais sérios e que podem levar a danos permanentes ou irreversíveis. Infelizmente estes danos não podem, na maioria dos casos, ser diretamente atribuídos a exposição a produtos tóxicos, inclusive porque por vezes a pessoa exposta muda de emprego ou função ou os efeitos são idiossincráticos. Desta forma existe pouca evidência estatística sobre os estes efeitos crônicos menos evidentes e em conseqüência os perigos, apesar de sérios e reais tendem a ser desprezados.  Um interessante exemplo foi de um técnico de laboratório que durante um treinamento-em-serviço fez uma reclamação sobre a inalação de uma substância em suas rotinas de trabalho. Avaliados seus procedimentos verificou-se que o mesmo técnico freqüentemente negligenciava a prevenção do contato com a pele e a substância em questão era absorvida de forma mais significativa por via dérmica.

É tarefa de todos os responsáveis pelos locais de trabalho (laboratórios, salas de apoio, etc) verificar que substâncias com efeitos irreversíveis sejam utilizar apenas quando absolutamente necessário. Neste caso instruções adequadas devem estar disponíveis, a supervisão deve ser requerida e todo o processo deve ser realizado de forma a garantir que o material ou substância não contamine o ar respirado no ambiente de trabalho.  Em relação a este aspecto deve ser lembrado que não basta o uso de capelas, mas estas devem ser adequadas ao uso da substância em questão. É comum se encontrar químicos que desconhecem os vários padrões de exaustão e suas destinações. Quando  são manipulados substâncias com efeitos crônicos ou de longo-prazo deve-se considerar a possibilidade de monitoração ambiental. Esta deve ser planejada sempre se considerando as extas rotinas de trabalho e não somente segundo padrões externos. Em todo caso a monitoração de procedimentos e percepção dos operadores deve ser realizada.
A avaliação de riscos é sempre complexa, mas existem abordagens restritas que servem de indicativo e prevenção.

Enquanto a toxicidade de uma substância em particular é muitas vezes difícil de se avaliar, deve ser sempre lembrado que dois líquidos ou substâncias de baixo risco quando em contato podem liberar produtos gasosos e perigosos. Um exemplo é o caso de substâncias estocadas sob pH ou condições controladas. Quando há variação de pH ou alterações do meio podem ser liberados gases ou produzidos produtos perigosos. Estes fenômenos também podem ocorrer em "traps" usados em linhas de vácuo ou em canalizações de pias ou quando se utiliza recipientes que não tenha sido corretamente lavados após uma operação anterior. Em particular quando há manipulação por pessoal não capacitado ou treinado para reconhecer e avaliar estes riscos, como por exemplo, lavadores de materiais de laboratório. Atualmente se considera que treinamentos-em-serviço e auditorias internas devem ser realizados periodicamente para minimizar negligências ou acidentes por falta de informações.

No caso de substâncias carcinogênicas tem-se um dos mais difíceis aspectos da segurança ocupacional. Muitas substâncias se testadas repetidamente em animais produzirão reações carcinogênicas na totalidade das vezes, mas podem não ter efeitos carcinogênicos quando usadas em operações rotineiras. Por outro lado existem substâncias com a 2-naftilamina que quase certamente produzem efeitos carcinogênicos quando ingeridas. Quando uma substância ou material constar como carcinogênico na lista emitida pela IARC ou pelo Programa Norte-Americano de Carcinogênicos deve a partir daí procurar dados sobre o potencial carcinogênico ou se assumir precauções contra a exposição à substância.


 AMBIENTE EM GERAL Volta ao menu

A abordagem em relação às interações ambientais das atividades de um trabalho com substâncias químicas ou materiais perigosos é talvez um dos aspectos nos quais as maiores confusões são geradas. É impossível se esperar que os efeitos ambientais de resíduos, emanações, efluentes sejam conhecidos e determinados em sua totalidade. A decisão final sempre envolverá decisões arbitrárias. Um interessante exemplo é o modelo de Requam expresso por:


                                          U
i = PiRi (CRi + COi + CAi)

onde,

U = índice de impacto;

P = parâmetro de persistência;

R = parâmetro de distribuição geográfica;

C = parâmetros de interação com recursos, organismos, ambiente.

A natureza das escalas dos parâmetros e o número de níveis considerados dependem dos pesos atribuídos a cada parâmetro no impacto, levando e conta inclusive à percepção da sociedade atingida pelo evento ou não. É preciso se ter em mente que a avaliação de risco não é a rigor paramétrica e que as abordagens devem ser simultaneamente complexas (interdependência dos parâmetros), com valores subjetivos (adaptação e dano não tem fronteiras definidas) e com interferência ambiental (várias interferências são intermitentes ou caóticas, por exemplo). Um trabalho bem realizado de "housekeeping", onde os resíduos, respingos, sobras, águas de lavagem e esgoto, etc sejam tratadas, NÃO será suficiente para resolver problemas ambientais de maior abrangência. Os objetivos, razões e alternativas para as atividades realizadas devem ser alvo de polêmicas bem articuladas e conduzidas adequadamente.

Alguns aspectos específicos, entretanto, merecem destaque.
Aerossóis e poeiras geradas em ambientes laboratoriais são comumente negligenciados por falta de conhecimento ou treinamento adequados. Procedimentos rotineiros de abertura de frascos, admissão de ar em sistemas de vácuo e também distúrbios no fluxo de ar em capelas e coifas permitem que partículas entrem na zona respiratória. É necessário que os procedimentos de prevenção de exposição na área química se aproxime do rigor atual existente na área biológica e/ou médica. A percepção de risco dos profissionais de química deve ser polemizada buscando-se uma evolução dos limites de riscos aceitáveis.

A iluminação é outro fator cuja percepção deve ser mais bem explorada. Com a evolução do conhecimento dos mecanismos cerebrais de formação de imagens constata-se cada vez mais que não basta se pautar o dimensionamento dos sistemas de iluminação pela intensidade da luz e pela presença ou  ausência de sombras. Especialmente em locais onde os trabalhadores permanecem por longos períodos. Cores, contrastes, reflexões e diferenças de intensidade e tons incidentes em cada olho devem ser consideradas. Um sistema de iluminação adequado deve permitir uma visão rápida de indícios de falhas ou defeitos nos instrumentais usados.



EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO EM LABORATÓRIOS

• EQUIPAMENTOS DE NÍVEL BÁSICO DE PROTEÇÃOVolta ao menu

Os equipamentos de proteção devem ser utilizados para a prevenção de seqüelas de eventos rotineiros ou acidentais. Cada laboratório, grupo de laboratórios, setor, ou outro local onde sejam realizadas atividades de manipulação de produtos químicos, ou haja riscos envolvendo vazamentos, estoque ou movimentação de produtos químicos, deve ter uma pessoa ou comissão responsável pela supervisão da área de segurança. Este (a) é responsável pela escolha dos equipamentos apropriados para os funcionários, pelos quais é responsável, e estudantes. As diretrizes descritas a seguir podem ajudar na seleção de equipamentos de proteção individuais.

A- Proteção dos olhos

Os dados a seguir seguem normas internacionais, procurando-se estabelecer o nível básico de proteção. Cada caso deve ser reavaliado escolhendo-se o equipamento segundo condições locais e procedimentos associados, consultando-se normas e padrões pertinentes.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO OCULARVolta ao menu

1. Máscara com proteção lateral

2. Óculos flexíveis, janela de ventilação aberta

3. Óculos flexíveis, ventilação protegida

4. Óculos rígidos, ajuste acolchoado

5. Protetor facial, plástico

6. Óculos com proteção laterais tipo "persiana"

Obs. dependendo do fabricante existem variações diversas. Todos os modelos básicos, entretanto, se encaixam nas características gerais acima citadas.

RISCOS

PROTEÇÃO OCULAR APROVADA

Impacto de objetos e fragmentos

1,2,3,4,5,6

Calor: fagulhas em brasa

1,2,3,4,5,6

Calor: alta temperatura

5

Respingos químicos

34,5  (com 3 ou 4)

Névoas irritantes

4

Poeira: partícula dispersa no ar

3,4,6

Radiação IV/UV: solda, muflas, etc

Consultar normas

Operações que requerem óculos de segurança para respingos de substâncias químicas:

Para proteger estudantes, funcionários e visitantes de perigos químicos para os olhos, as seguintes operações requerem o uso de óculos apropriado para respingos de produtos químicos:

1. uso de ácidos e bases concentrados;

2. uso de gases corrosivos;

3. uso de explosivos potenciais ou substâncias que reagem com água (consultar tabelas)

4. uso de produtos tóxicos agudos na forma líquida ou em pó;

5. uso de líquidos criogênicos;

6. uso de 25 ml ou mais de outros produtos químicos perigosos na forma líquida;

7. uso de produtos químicos quando existe risco de explosão ou implosão.

O supervisor ou comissão de supervisão é responsável pelo controle do uso de óculos nos laboratórios sob sua supervisão e por identificar quaisquer outras operações nos seus laboratórios que requeiram o uso de óculos.

Os óculos devem ser usados por pessoas cujas atividades causam o risco e pelas pessoas próximas. Professores ou outras pessoas que trabalham com estudantes também devem usar óculos quando o mesmo é requerido para o estudante.

Necessidades adicionais em laboratórios de química:

Os óculos devem ser utilizados todo o tempo, em todos os laboratórios de ensino (exceto nas discussões pré-laboratoriais), e nos laboratórios de pesquisa enquanto estejam sendo conduzidos experimentos. Os óculos devem estar de acordo com as especificações previstas na legislação e nos padrões internos adicionais da Instituição.

Óculos de grau e lentes de contato:

As lentes de contato podem reter contaminantes na superfície do olho e impedem o fluxo de limpeza natural. Não devem ser usadas no laboratório quando existe o risco de vapores ou respingos, a menos que os óculos de grau não possam ser usados por razões médicas. Neste caso o supervisor ou responsável pelo laboratório deve ser informado tomando as decisões cabíveis de forma a minimizar os riscos. Os óculos de grau não seguem as especificações de segurança para óculos de laboratório e devem ser cobertos com óculos de segurança.

CHUVEIROS E LAVA-OLHOS DE EMERGÊNCIA:Volta ao menu

São equipamentos imprescindíveis a todos os laboratórios. Devem ser instalados em locais estratégicos para permitir fácil e rápido acesso de qualquer ponto do laboratório.

É importante frisar que devemos procurar obter as melhores condições possíveis no laboratório, no que diz respeito as instalações, iluminação, ventilação, uso de capelas, etc.

Os equipamentos de proteção individual se destinam a proteger o analista em operações de riscos.

LUVAS:Volta ao menu

As decisões com respeito ao uso de luvas e o tipo da luva dependem da natureza do risco e do potencial de contaminação da atividade e do local. Estas decisões devem ser tomadas pelo Departamento ou supervisor responsável pelo local.

A escolha da luva é função da resistência química específica do material assim como da razão de permeabilidade e tempo de rompimento. Luvas de látex descartáveis tem resistência limitada a maioria dos produtos químicos perigosos usados em laboratórios. Não devem ser utilizadas em operações onde a contaminação é prevista e deva ser imediatamente retirada das mãos por lavagem.

Luvas mais resistentes incluem borracha natural, neoprene, nitrílicas, butílicas, Viton e cloreto de polivinila. As categorias gerais de resistência são listadas a seguir. As recomendações do fabricante e a ficha de segurança do produto devem ser utilizadas na escolha do material.

RESISTÊNCIA QUÍMICAVolta ao menu

Borracha natural - muitos ácidos, álcalis, sais e cetonas

Neoprene - solventes clorados, álcool, álcalis, derivados do petróleo

Nitrílicas - solventes clorados, álcool, álcalis, derivados do petróleo (geralmente tem maior resistência que a borracha natural e neoprene)

Borracha butílica - ácidos, cetonas, ésteres (tem a maior resistência avaliada contra a permeação de gases e vapores aquosos)

Viton* - solventes, BPC, anilina (o melhor polímero para proteção contra solventes)

Cloreto de polivinila - ácidos, álcalis, gorduras, álcoois

*- marca registrada da Companhia DuPont, Wilmington Delaware

Bibliografia: Kilby,J.ª, Kinsler,J.M., Effective glove selection: Match the materials to hazards. American Laboratory, August 1989.



ROUPAS DE PROTEÇÃOVolta ao menu

O propósito das roupas de proteção é prevenir contaminações da pele e prevenir que não se carregue contaminantes para fora do laboratório. Roupas de uso comum conferem proteção limitada, mas podem carregar contaminantes de dentro para fora do laboratório. O uso de jalecos é recomendado em todos os laboratórios. Os jalecos devem ser usados quando se manipular mais do que 1 litro de produto carcinogênico ou toxinas reprodutivas e, quando se manipular qualquer quantidade de toxinas agudas. O uso de jalecos é também recomendado durante operações envolvendo ácidos e bases concentrados. Roupas especiais devem ser usadas também em operações de risco elevado, por exemplo, quando se usa ácido fluorídrico. Como em geral nos laboratórios são realizadas operações de diferentes naturezas e são guardados nos mesmos reagentes de risco quanto a exposição, recomenda-se como regra o uso de roupas de proteção, a não ser em momentos em que nenhuma operação esteja sendo executada e sob supervisão de pessoa responsável. A escolha do material dos jalecos deve ser tomada com base na natureza dos materiais manipulados e nos riscos das operações realizadas. Por exemplo, quando é utilizado bico de gás, recomenda-se o uso de materiais que não emitam fumaças de alta toxicidade e que queimem com baixa velocidade, também evitando materiais que possam aderir a pele quando incendiados.

PROTEÇÃO RESPIRATÓRIAVolta ao menu

A proteção respiratória não é normalmente requerida em laboratório. A manipulação de agentes químicos perigosos deve ser feita em capelas sempre que possível. Quando a proteção respiratória for necessária, deve-se consultar as normas da Instituição e/ou pessoal responsável pelo setor ou laboratório. Lembre-se que as máscaras com filtros são em sua maioria equipamentos de emergência e exigem treinamento adequado para seu uso, assim como requerem cuidados especiais de manutenção e limpeza.

(diretriz provisória, desejando implantá-la no laboratório sob sua supervisão cadastre-se no Sistema de Segurança do Trabalho e Ambiente do Departamento de Química, SSTA-DQ, passando a ser auxiliado pelo Sistema na implantação e manutenção do uso da mesma).



PRIMEIROS SOCORROS NO LABORATÓRIO:Volta ao menu

Relação de material sugerido para primeiros socorros :

Algodão, gaze (esterilizados), esparadrapo, tecido cirúrgico, tubo de borracha para laço hemostático,

Um vidro de PVPI

Uma tesoura pequena ponta romba,

Cobertor

Água oxigenada 10 volumes

Spray (queimaduras)

Solução de Cloreto Férrico (2 a 3 % em água destilada)- uso farmacêutico

Antídotos (conforme orientação do dpto médico), Tylenol, medicação para cólicas, pomada Hirudoid, gelol (spray), Magnésia bisurada.

Atídoto universal, soro fisiológico.

Obs: Em casos de derramamento de produto químico: CaCO3 (ou barrilha) + areia fina + material absorvente inerte(bentonita, vermiculita, terra diatomácea) 1:1:1.

*derramamento ou respingo de ácido, (preparados em pequenos volumes p/ cada laboratório).



PROCEDIMENTO HABITUAL PARA SUA SEGURANÇA NO LABORATÓRIOVolta ao menu

1.                Use sempre óculos de segurança e avental, de preferência de algodão, longo e de mangas longas.

2.                Não use saias, bermudas ou calçados abertos. Pessoas que tenham cabelos longos devem mantê-los preso enquanto estiverem no laboratório.

3.                Não trabalhe sozinho, principalmente fora do horário de expediente.

4.                Não fume, coma ou beba nos laboratórios. Lave bem as mãos antes de deixar o recinto.

5.                Ao ser designado para trabalhar em um determinado horário, é imprescindível o conhecimento da localização dos acessórios de segurança.

6.                Antes de usar reagentes que não conheça, consulte a bibliografia adequada e informe-se sobre como manuseá-los e descarta-los.

7.                Não retorne reagentes aos frascos originais, mesmo que não tenham sido usados. Evite circular com eles pelo laboratório.

8.                Não use nenhum equipamento em que não tenha sido treinado ou autorizado a utilizar.

9.                Certifique-se da tensão de trabalho da aparelhagem antes de conectá-la a rede elétrica. Quando não estiver em uso, os aparelhos devem permanecer desconectados.

10.           Use sempre luvas de isolamento térmico ao manipular material quente.

Nunca pipete líquidos com a boca, use bulbos de borracha ou trompas de vácuo.

 



NORMAS, MANIPULAÇÃO E
  ARMAZENAMENTO DO PRODUTO
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COLETA, ARMAZENAMENTO E DESCARTE DE RESÍDUOS DOS LABORATÓRIOS DE ENSINO E PESQUISA

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA:

Para fins de segurança, as substâncias perigosas devem ser armazenadas, seguindo normas e padrões internacionais.

Considera-se substância perigosa, todo material que seja, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, radioativo, oxidante, e que durante o seu manejo, armazenamento, processamento, embalagem e transporte, possa produzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos e ambientes de trabalho.

Na dinâmica da Universidade, especificamente nos laboratórios com manuseio de produtos químicos, os trabalhos que são realizados, vem aumentando de forma considerável nos últimos anos, seja no ensino, pesquisa ou outras atividades desenvolvidas.

Surge como um problema, o descarte dos rejeitos de laboratório. Os destinos finais de produtos químicos devem receber atenção especial e não serem eliminados indiscriminadamente pelo "ralo da pia". Devido as potencialidades diversas, não apenas quanto à aspectos bacteriológicos, mas também como agentes de contaminação ambiental.

As situações enfrentadas, além da falta de recursos, são devido à falta de planejamento para a implantação de um sistema de segurança, de forma que possa haver conscientiza&cce dil;ão e conhecimento de todo o grupo envolvido.

Para se enquadrar dentro das Normas Internacionais e da ABNT PN – 1.601.05-006/ABNT-1993, requer obedecer aos procedimentos estabelecidos, tais como. Lay-Out de um Laboratório seguro, incluindo projetos hidráulicos e elétricos, equipamentos de proteção coletiva (EPC), tais como: capelas, chuveiros de emergência e lava-olhos, equipamentos de proteção individual (EPIs), local adequado para armazenagem de produtos químicos e principalmente, o descarte de resíduos tóxicos de laboratório (rejeitos químicos e biológicos).

Tornar o ambiente seguro contra incêndio, combatendo suas causas e dispondo de primeiros socorros no local de trabalho.

Manter os Departamentos atualizados quanto à Normas e Legislação, criando assim confiança e senso de responsabilidade, levando essa realidade a todas as pessoas do grupo.

(GRIST, 1995).

Será muito importante a implantação deste sistema para o Setor, de acordo com a metodologia descrita a seguir.

JUSTIFICATIVA:

SISTEMA DE QUALIDADE, HIGIENE E SEGURANÇA.

O Objetivo deste projeto visa elaborar um sistema eficaz para a coleta, armazenamento e destinação final dos resíduos produzidos.

Através deste sistema, podemos garantir condições adequadas de segurança e melhorar a qualidade para o ambiente em laboratórios de Ensino e Pesquisa, assim como minimizar os problemas com contaminação que eram produzidos anteriormente a este projeto.